“Privatização da CEDAE não tem embasamento técnico”, diz IAB-RJ

O projeto de privatização da Companhia Estadual de Água e Esgoto (CEDAE) preocupa os arquitetos cariocas. Nesta quinta-feira, 9 de fevereiro, o Departamento Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) divulgou nota em que critica a maneira como a desestatização da empresa está sendo tratada: “sem embasamento técnico, planejamento e transparência.”

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Para o IAB-RJ, a medida tem caráter meramente financeiro. A nota alerta ainda para os riscos de degradação dos serviços, aumento de tarifas, redução da cobertura, demissões em massa e exclusão da população de menor renda, que poderá gerar fortes impactos sanitários, como aumento de epidemias e poluição das águas.

“A CEDAE é o principal instrumento público para as ações de saneamento na região metropolitana do Rio de Janeiro e seu destino não pode ser tratado de forma açodada, sem ouvir a população e as instituições técnicas”, diz a nota.

O IAB-RJ defende ainda um debate responsável e profundo, com ampla participação da sociedade civil organizada, sobre a gestão do saneamento no estado do Rio de Janeiro. A entidade entende a discussão como primordial para o futuro dos cidadãos cariocas e fluminenses.