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ONU premia Conselho das Cidades e Conferência Nacional das Cidades
O Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (UN-Habitat) elegeu duas iniciativas do Ministério das Cidades - a Conferência Nacional das Cidades e o Conselho das Cidades - como vencedoras do prêmio “UN-Habitat Scroll of Honour Award 2006″. A premiação destaca cidades, pessoas ou organizações que envolvem as comunidades na melhoria da qualidade de vida e do meio ambiente local.
A cerimônia de premiação acontecerá no dia 2 outubro, World Habitat Day, na cidade italiana de Nápoles. Segundo o coordenador das atividades que vão marcar a data, Francisco Vasquez, a Conferência das Cidades e o Conselho das Cidades foram premiados por “construir uma cultura de participação popular e um processo democrático na elaboração de políticas públicas urbanas”. O comitê de jurados, que premiou o Conselho e a Conferência por unanimidade, também elogiou a sustentabilidade das iniciativas a longo prazo e a quantidade de pessoas que a Conferência e o Conselho das Cidades beneficiam.
A secretaria-executiva do Conselho das Cidades, responsável pela candidatura do MCidades, sistematizou as experiências sob o título “Conferências e Conselhos das Cidades: a participação popular na construção da política nacional de desenvolvimento urbano no Brasil”.
Criado em 1989, o “UN-Habitat Scroll of Honour Award” reconhece contribuições notáveis, como assegurar o direito à moradia, auxiliar populações em áreas destruídas por guerras e melhorar a qualidade de vida em assentamentos humanos e nos centros urbanos. Ano passado, o tema da premiação de maior prestígio na área foi “Metas do Milênio” - a cidade de Jacarta (capital da Indonésia) e o município de Yantai (China) foram alguns dos premiados.
Neste ano, o tema é “Cidades, imãs da esperança” pretende estimular uma reflexão sobre o crescimento das cidades. Segundo estimativas da ONU, em 1950, apenas 1/3 da população mundial vivia nas cidades. Atualmente, metade dos seres humanos vive nos centros urbanos e, a se confirmar a tendência de crescimento, as cidades deverão abrigar 2/3 da população mundial em 2050.
