Arquitetos defendem projetos de cidade mais sustentáveis

Após anúncio do presidente Donald Trump da saída dos Estados Unidos do Acordo do Clima de Paris, no dia 1º de junho, arquitetos de todo o mundo uniram-se para ratificar compromisso de eliminar, progressivamente, a emissão de CO2 e o consumo de combustíveis fósseis em seus projetos até 2050. Estatísticas da Leadership in Energy and Enviromental Design (LEED) mostram que as edificações comerciais e industriais são responsáveis por 72% do consumo de energia elétrica no mundo e por 40% das emissões de CO2.

Na contramão da decisão de Trump, os arquitetos americanos, através do Instituto Americano de Arquitetos (AIA, sigla em inglês), anunciaram que estão engajados na redução de gases de efeitos estufa das construções. “Não aceitamos um futuro em que o aumento do nível do mar destrua mais comunidades; onde desastres naturais se tornem cada vez mais a norma; onde gerações futuras enfrentem maior risco de seca; e onde a doença e a pobreza sejam agravadas pelos impactos extremos das mudanças climáticas”, afirmou o presidente do AIA, Thomas Vonier.

A manifestação do AIA conta com apoio da União Internacional dos Arquitetos (UIA), órgão consultivo da UNESCO para assuntos relativos ao habitat e à qualidade do espaço construído, que tem o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) como membro fundador. Para o IAB, a busca por cidades mais sustentáveis significa defender a plena adequação aos valores ambientais e a valorizar ações de plano e de projeto, elementos indispensáveis para o desenvolvimento de cidades menos predadoras de território, socialmente menos desiguais e mais democráticas na oferta dos bens e serviços públicos.

Os arquitetos reconhecem o papel central de suas atividades em planejar e projetar cidades, municípios e novos edifícios para serem neutros em carbono, ou seja, que não consomem nem importam mais energia do que produzem no decorrer de um ano, a partir de fontes renováveis de energia. Defendem ainda promover uma arquitetura socialmente responsável para a comunidade, desenvolver e fornecer acesso equitativo à informação e as ferramentas necessárias para planejar e projetar ambientes sustentáveis, resilientes, inclusivos e de baixo/zero teor de emissão de carbono.