Instituto Pereira Passos (IPP) dá nome do arquiteto Carlos Nelson Ferreira dos Santos a seu auditório

Na última sexta feira, no dia 08 de junho de 2018 o Instituto Pereira Passos (IPP) da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ) batizou seu auditório com o nome do arquiteto Carlos Nelson Ferreira dos Santos, que foi professor e ideólogo da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense (EAU-UFF). O arquiteto Carlos Nelson foi um dos mais importantes pensadores, no campo da cidade e da construção do espaço humano, lutando por uma mudança de paradigma na forma de encarar o projeto. As experiências de urbanização de favelas, ou o esforço de dar voz a usuários de bairros atingidos por transformações viárias como o Catumbi no Rio de Janeiro tiveram um destaque todo especial na cerimônia. A presença na cerimônia de nomeação do auditório do IPP, de uma série de amigos e companheiros de Carlos Nelson marcou a noite, com uma série de lembranças do percurso do arquiteto.

A primeira atividade foi a projeção do filme sobre o bairro do Catumbi, Quando a rua vira casa, com a presença da diretora e produtora Tete Moraes, que narrou de forma emocionada a experiência de desenvolvimento do filme. A segunda mesa de debates foi composta pelos editores da Eduff e da Casa 8, Anibal Bragança e Ernandes Fernandes, que trouxeram seu depoimentos sobre a elaboração da coletânea do livro Sementes Urbanas. A terceira mesa de debates foi composta pelas Professoras da EAU-UFF Maria Laís Pereira da Silva e Maria de Lourdes Pinto Machado Costa, que foram organizadoras do livro Sementes Urbanas, além da sócia do escritório de Carlos Nelson, Sueli de Azevedo. Todos os participantes narraram experiências e vivências memoráveis, e o presidente do IAB-RJ Pedro da Luz Moreira, que coordenou e mediou as diversas mesas lembrou que o livro A cidade como um jogo de cartas, do mesmo Carlos Nelson permanece sem uma reedição programada, e que essa seria uma importante missão a ser promovida por todos aqueles que tem um apreço pela arquitetura e pela cidade.

Ao final, as organizadoras Maria Laís Pereira da Silva e Maria de Lourdes Pinto Machado Costa autografaram os livros no pilotis do IPP, que teve sua contemporaneidade reforçada em função dos livros demandados na livraria.